Quinta-feira, 04 de junho de 2015
Hoje, Diego veio me contar uma novidade. Ele estava todo animado porque vai dividir um apartamento no centro com um amigo da faculdade.
Já tínhamos conversado sobre encontrar um lugarzinho pra gente, tipo alugar um apê para os nossos encontros, para termos nossa privacidade. Até então, ele me comia na casa dele, nos horários em que os pais não estavam, o que era sempre arriscado.
A ideia de termos um espaço só nosso fazia meu coração bater mais forte. Imaginei a liberdade de nos encontrarmos sem a preocupação constante de sermos pegos. E isso agora seria possível, pois ele disse que seu amigo cederia o quarto para os nossos encontros. Parecia uma ótima ideia!
Diego me explicou que era um apartamento de quarto e sala, bem no centro da cidade, pertinho da faculdade. Seu amigo era de Juiz de Fora, tinha vindo estudar em Petrópolis, e tinha parentes na cidade. Ele ficou um tempo na casa dos tios, mas agora alugou esse apê.
Então, Diego me contou que tinha falado sobre mim para o amigo e os dois combinaram de compartilhar o apartamento. Mas havia uma condição: o amigo também queria me comer!
Senti um arrepio percorrer minha espinha. A proposta era ousada e totalmente inesperada. Por um momento, fiquei em silêncio, processando a informação, mas acabei topando. Eu já tinha transado com seis garotos. Seria apenas mais um. Pelo agora teríamos um lugar só nosso, sem a constante tensão de sermos descobertos.
Bom, o cara tinha me visto por fotografia e agora queria me conhecer pessoalmente. Então, combinamos o encontro no apê, até porque eu estava curiosa para conhecer o cafofo.
**_Sábado, 06 de junho de 2015
Fui com meu primo para conhecer o apê. Ele tinha pedido para eu ir bem sexy. Então, eu estava com um vestidinho branco de alcinha, sem sutiã e uma calcinha fio dental, e com uma sandália de salto.
O prédio ficava bem localizado, numa rua comercial no centro da cidade. Entramos no elevador e meu primo disse que o apartamento ficava no nono andar.
Diego tinha a chave. Assim que entramos, avistei o amigo dele sentado no sofá, assistindo TV. Ele levantou-se imediatamente e veio ao nosso encontro. Ele estava apenas de short e sem camisa, a pele branquinha contrastando com os cabelos castanhos. Era magro, mas não do tipo esquelético, sabe? Assim, à primeira vista, não era o tipo de cara que eu pegaria. Não que fosse feio; não era, mas também não fazia o meu tipo.
Meu primo nos apresentou. O amigo chamava-se Daniel, tinha 20 anos.
O rapaz me examinou de cima a baixo, como se reparasse cada detalhe do meu corpo.
— Você tem mesmo 14 anos? — perguntou, curioso.
Respondi que sim.
— Você é bem alta para a sua idade — comentou ele.
Eu tinha 1,75m e éramos praticamente da mesma altura.
Meu primo, sempre o provocador, aproveitou a deixa:
— Muito gatinha, né? — disse ele, com um malicioso.
Daniel disse que tinha me visto por foto, mas que ao vivo eu era ainda mais estonteante. Acho que foi a primeira vez que ouvi essa palavra.
Pena que não pude dizer o mesmo (risos).
Eles falaram mais alguma coisa que não entendi e ficaram rindo, mas imaginei que estivessem falando sobre mim. Meu primo perguntou se havia cerveja e foi até a geladeira. A cozinha era integrada com a sala, estilo cozinha americana, tudo num único espaço.
Enquanto o Diego foi pegar as cervejas, o amigo me olhava fixamente, com um sorriso malicioso, me devorando com os olhos. Estava claro que ele me queria e aquilo me deu um certo desconforto.
O amigo ficava com aquele olhar predator. Me comendo com os olhos, sabe ?
Diego voltou com duas cervejas, entregando uma para o amigo. Eles continuaram conversando e rindo, me deixando de fora da conversa. Logo depois, meu primo me chamou para um canto da sala.
— Rafa, seguinte: combinamos que ele vai te comer uma vez por semana e, em troca, a gente vai poder usar o apê. Ele vai te dar uma cópia da chave e você também vai poder trazer quem você quiser — disse meu primo, me olhando diretamente nos olhos.
Fiquei em choque! Sem palavras por um momento, tentando processar o que ele ele havia acabado de dizer. A proposta parecia surreal, mas percebi que ele falava sério, e senti um misto de raiva e incredulidade.
Mas não era só isso. Havia mais um detalhe que meu primo acabara de revelar: o cara queria me comer sozinho, só ele e eu, sem meu primo por perto. Isso já não gostei. Sei lá, era estranho... como assim... eu ia ficar sozinha assim com um cara que nem conheço... ter meu primo por perto me dava mais segurança. Eu me sentiria mais à vontade sabendo que ele estava ali.
— Pô, Diego, fala sério! — exclamei, ainda meio chocada.
— Eu mando e você obedece, lembra? — respondeu ele, com ar autoritário, que chegou a me irritar.
Respirei fundo, tentando processar tudo.
— Tá bom, Diego, se é da sua vondade, eu topo — respondi, mas ainda revoltada em ter que me sujeitar àquilo.
Ele me segurou firme pelo braço.
— Sua puta, olha pra mim! Não gosto quando você me responde assim. - Ele fez uma cara que me assustou real.
Engoli em seco
— Vamos de novo, ok? Vai me responder bem boazinha agora.
— Vai continuar fazendo tudo o que mando ou não?
— Vou sim, meu amor... tudo o que meu Mestre quiser. - e dei um sorriso meio debochado
— Ahhh, agora sim! — Ele sorriu, satisfeito.
Pensei em encarar como uma troca: era sexo em troca da chave do apê. Sim, parecia um preço alto a pagar, mas se era o preço para ter um cantinho para ter mais privacidade com primo, então eu pagaria.