Voltei para o Diego, sugando com vontade, tentando engolir até a base, bem fundo, sem pensar em mais nada além de dar prazer a ele. A boca se movia ritmada, quente e molhada, sentindo cada centímetro pulsar contra a língua. Enquanto isso, minha mão deslizava pelo pau do Adriano, apertando devagar, sentindo o calor daquela pica grossa e o pulsante na palma. Depois inverti — caí de boca no Adriano, engolindo com fome, enquanto masturbava o Diego com movimentos firmes e lentos.
A sensação de estar entre os dois, ouvindo os gemidos roucos deles ecoarem só para mim, por minha causa, me deixava em chamas. O tesão subia em ondas quentes pelo ventre, fazendo a buceta implorar por algo que ainda não vinha.
— Tá adorando chupar dois paus, né? Você é mesmo uma puta!
As palavras do Diego caíram como um tapa verbal. Eu não respondi. Só continuei, mais entregue, mais molhada, mais perdida. Até que ele me mandou parar. Segurou meu queixo com firmeza, erguendo meu rosto para me olhar com aqueles olhos de dono absoluto.
— Sobe na cama. De quatro.
Obedeci. As pernas tremiam tanto que quase fraquejaram ao me levantar. Subi no colchão, apoiei as mãos e os joelhos, o coração martelando dentro do peito como se quisesse escapar pela boca. Diego já foi arrancando meu shortinho com um puxão seco.
Ele pegou o lubrificante. Logo senti seus dedos me lambuzando, pressionando meu cuzinho devagar. Um dedo entrou fundo, depois dois, abrindo caminho com movimentos lentos e deliberados. Gemi baixo, mordi o travesseiro para abafar o som.
— Vai devagar… — pedi, num sussurro rouco, a voz falhando.
— Devagar é o caralho! — respondeu ele, estalando um tapa forte no meu bumbum.
A dor veio imediata, ardendo quente pela pele. Mordi o travesseiro com mais força, tentando conter qualquer grito.
— Só não grita porque minha mãe tá em casa.
Ele deu outro tapa. Doeu mais. Mas o corpo reagia de um jeito torto: a ardência se espalhava, misturando-se ao calor que já queimava entre as pernas.
— Fala, Rafa. Fala que você é uma putinha — mandou, dando mais um tapa.
— Eu sou… sou uma putinha… — murmurei, sem pensar, a voz abafada contra o lençol.
Ele segurou meus cabelos com firmeza e puxou minha cabeça para trás, aproximando a boca do meu ouvido.
— Você quer dar pro Adriano, não quer?
— Quero… — confessei, sem conseguir disfarçar o quanto aquilo me excitava. A voz saiu tremida, rouca.
— Então pede, porra. Pede pra ele te comer.
Engoli em seco. E pedi.
— Adriano… me fode. — a voz saiu como um chiado de raiva e tesão.
O colchão afundou atrás de mim. Senti as mãos dele me segurando firme pelos quadris. Um calor subiu pelas minhas costas, arrepiando a pele inteira.
Diego aumentou o volume da música no mesmo instante, abafando quase tudo.
Mal escutei a voz dele:
— Dá uns tapas nela, Adriano. É disso que ela gosta.
— Diego… — tentei protestar, mas era tarde. E o Adriano nem quis saber.
Os primeiros tapas vieram secos, estalando alto na pele. Doeu de verdade. Ardeu fundo, queimou. Mas, ao mesmo tempo, meu corpo reagiu diferente. Mordi o travesseiro com força, tentando abafar os gemidos que escapavam sem controle.
Era louco. A dor chegava primeiro, aguda e quente. Mas logo depois o corpo vibrava, como se a ardência se transformasse em outra coisa. Junto com a dor subia um fogo entre as pernas, um calor líquido que me deixava ainda mais molhada, ainda mais louca.
Prazer e dor misturados de um jeito que bagunçava tudo dentro de mim.
Depois de alguns tapas, Adriano deu uma risada baixa e comentou com o Diego como minha bunda estava toda vermelha. E em seguida disse:
— Agora você vai aguentar meu pau, putinha. Porque eu vou meter sem dó.
Soltei um "aí caralho" e respirei fundo.
Empinei ainda mais o bumbum, afundando o rosto no travesseiro, já me preparando para o que viria. Sabia que ia doer. Mas mesmo doendo… eu queria.
De repente, a Carol me veio à cabeça de novo. Lembrei dela me contando que curtia anal. Que o Adriano era bruto, mas sabia fazer. “Ele me abre todinha”, ela disse rindo. Na época eu ri junto, achando graça. Agora era a minha vez. Pensei se eu ia aguentar mesmo aquele pauzão todo no meu cu.
Senti as mãos do Adriano no meu quadril e a cabecinha já esfregando ali na entrada, quente, grossa, pressionando devagar.
— Fica quietinha… e aguenta — ouvi ele dizer com a boca colada no meu ouvido.
O coração disparou ainda mais. Fechei os olhos, mordi o travesseiro com força e deixei só acontecer.
Adriano encostou a cabeça grossa na entrada do meu cuzinho e começou a forçar devagar, me falando pra ficar quietinha e aguentar. A pressão veio lenta no começo, me abrindo centímetro por centímetro, uma invasão quente e sem escapatória que fazia meu corpo todo se contrair e depois se entregar de uma vez. Gemi baixo contra o tecido do travesseiro, o som abafado misturando-se à música alta que Diego tinha colocado para encobrir qualquer barulho comprometedor.
Enquanto Adriano me comia por trás, Diego se posicionou na minha frente e enfiou o pau de novo na minha boca. E ali estava eu: de quatro, sendo fodida por trás, com a boca ocupada na frente. Preenchida dos dois lados. Completamente usada. E, por mais que doesse admitir, eu estava ficando completamente viciada naquilo.
Adriano foi entrando devagar no início, só para me abrir, depois com mais força. Cada estocada me arrancava um gemido sufocado, o impacto da pele contra pele ecoava pelo quarto. Os tapas voltavam de vez em quando, ardendo na minha bunda que devia estar roxa, e cada ardência se transformava em um fogo que descia direto para o ventre, me deixando ainda mais molhada, ainda mais louca. O prazer e a dor se misturavam de um jeito que bagunçava tudo dentro de mim, até que o corpo inteiro começou a tremer.
Foi a primeira vez que gozei só com anal, sem nem me tocar. As pernas fraquejaram, o ventre se contraiu em ondas violentas, o orgasmo subindo como uma corrente elétrica que me atravessou inteira. Mordi o travesseiro com mais força para não gritar, mas o corpo convulsionava sozinho, minha buceta latejando e o cu apertando ele todinho lá dentro como se eu nunca mais quisesse soltar.
Diego gemeu mais alto, agarrou meu cabelo e socou fundo na minha boca, até gozar. Quente. Forte. Invadindo minha garganta em jatos grossos. Engoli tudo sem pensar, o gosto salgado enchendo a boca, descendo quente pela garganta.
Mal tive tempo de respirar. Adriano seguia lá atrás, socando com força, sem piedade, estocada atrás de estocada, até explodir dentro de mim: um calor denso, grosso, enchendo meu cuzinho até transbordar. Ele gemeu rouco, grave, enquanto apertava meu quadril com força. Quando ele saiu devagar, senti o leitinho quente escorrendo devagarinho pelas minhas coxas, me deixando toda melada e suja.
Fiquei ali, de quatro, ofegante, corpo mole, pernas tremendo, enquanto eu tentava processar aquela putaria toda. E então bateu. Aquele vazio no peito. A sensação horrível de ser completamente usada, descartável, de ter sido só um buraco para eles esvaziarem. Meu estômago embrulhou na hora.
Desabei de lado, puxei um travesseiro para perto e me encolhi em cima dele, virando o rosto para o canto da parede. Não chorei — segurei as lágrimas com força —, mas o peito doía como se alguém tivesse apertado com as duas mãos.
Diego percebeu. Rolou para perto, apoiou o corpo no cotovelo e me olhou.
— Ei… tá tudo bem? O Adriano te machucou?
Eu não respondi de imediato. Só respirei fundo, sentindo a garganta fechar.
— Por que você faz isso comigo? — minha voz saiu baixa, quase quebrada.
Ele deu uma risada curta, sem graça, como se eu tivesse falado alguma besteira.
— Você mesma aceitou ser minha putinha, não foi, Rafa?
Fez uma pausa, esperando que eu confirmasse. Eu não consegui nem olhar para ele.
— Olha pra mim — ordenou, agora mais firme.
Levantei o rosto devagar, encarei ele nos olhos. O peito ainda doía, mas a raiva começava a subir.
— A partir de agora você vai fazer tudo o que eu mandar. Não só o que eu mandar… vai dar pra quem eu quiser. Promete?
O ar ficou preso na minha garganta. Meu coração disparou de novo, mas dessa vez era raiva misturada com algo que eu não queria nomear.
Respondi, voz tremendo mas decidida:
— Não. Você é louco.
As palavras saíram firmes, cortantes. Pela primeira vez naquela tarde, eu não era só a putinha dele.
Eu era eu.
E aquilo doía mais do que qualquer tapa.