Uma namoradinha de aluguel - revisado
Essa semana apareceu um cliente meio incomum. Ele mandou mensagem direto no meu WhatsApp, dizendo que eu tinha sido indicada por um amigo. E muito bem indicada, segundo ele. O amigo tinha me elogiado tanto que ele já chegou com expectativa lá em cima.
Logo depois veio a pergunta que sempre rola:
— Oi gata, tudo bem? Teu amigo falou muito bem de você… disse que você é incrível. Me conta uma coisa: você beija na boca? E como é teu atendimento?
Eu ri sozinha olhando a tela, afinal era a mesma pergunta de sempre. Respondi com toda calma do mundo:
— Oi lindo, tudo ótimo! Então, eu beijo sim e adoro beijar. Meu atendimento é bem gostoso, sem frescura, sem pressa. Adoro sexo e faço tudo com muita vontade.
Ele demorou uns segundos, depois veio:
— Que bom ouvir isso. Tive uma experiência ruim esses dias… a menina era mecânica demais, não beijava de jeito nenhum. Pra mim não rola assim. Preciso sentir conexão, entende?
Entendia perfeitamente.
— Sinto muito por isso, amor. Deve ter sido bem frustrante mesmo. Mas pode perguntar pro teu amigo… comigo é diferente. Gosto de beijo demorado, de língua. Meu diferencial é ser bem namoradinha. Gosto de envolvimento, de olhar nos olhos, de criar conexão de verdade.
Mandei isso e continuei:
— Quero que seja gostoso pra você e pra mim. No final, que quero te fazer gozar gostoso. Mas o que eu quero mesmo é que você volte querendo mais, pensando em mim depois.
Ele respondeu rápido agora.
— Caralho… já tô imaginando. Qual seu último horário? Será que você topa um programa mais longo? Três, quatro horas? Quero algo sem pressa.
— Topo sim, lindo. Normalmente termino por volta da meia-noite, mas posso esticar com você. Quando você quer?
— Que tal na Quinta, às nove da noite? A gente começa num quiosque na praia. Quero como se fosse um date, poder te ver chegando, conversar um pouco, tomar um drink… fingir que acabei de te conhecer.
Achei a proposta diferente e respondi que topava. Foi fofo, na real. Diferente dos caras que chegam direto pedindo pra eu chupar ou abrir as pernas. Esse queria o flerte antes da foda.
O dia combinado chegou.
Pouco antes de sair, fiquei alguns minutos parada em frente ao espelho do quarto, me olhando de cima a baixo, ajustando o vestidinho preto que abraçava tudo certinho. Alcinha fina, decote discreto mas que deixava o colo bem à mostra, tecido leve que balançava um pouquinho quando eu andava. Nada de sutiã por baixo, os bicos já estavam durinhos só de imaginar o olhar dele me devorando quando eu chegasse.
Antes de sair, mandei a última mensagem:
“Já tô saindo, lindo. Vestidinho preto, cabelo solto, batom vermelho. Procura pela mulher mais gata da praia… sou eu. 😉 Chego em quinze minutos. Não me deixa esperando.”
Desci do carro ali em frente ao quiosque.
Joguei o cabelo pro lado e comecei a andar devagar, sentindo os olhares curiosos, procurando a mesa onde ele estaria. Foi então que vi um homem acenar discretamente com o braço. Imaginei que fosse ele.
Aproximei-me e perguntei:
— Eduardo?
Ele levantou na mesma hora, abrindo um sorriso fácil. Aparentava ter uns quarenta anos, talvez. Camisa social aberta no primeiro botão, calça jeans justa, cabelo bagunçado de propósito. Tinha uma presença tranquila, confiante.
Chamou o garçom com um aceno discreto e perguntou o que eu bebia, ele tinha uma voz grave e calma que agradava os meus ouvidos. Falei que gosto de drinks doces, pedi uma Amarula. O copo chegou gelado, o líquido cremoso escorrendo devagar pela garganta, deixando um rastro adocicado e quente no peito. Ele pediu o mesmo, só pra acompanhar.
Ele olhou pro meu decote, depois pros meus olhos, e lambeu os lábios devagar.
— Eu pensei em falar um monte de coisa… mas agora só consigo pensar em como você fica linda com esse vestido. E em como eu quero tirar ele bem devagar depois.
Eu ri baixo, mordi o lábio, sentindo meu corpo inteiro arrepiar. Tomei um gole do drink, olhei pro mar um segundo pra me recompor, e voltei pra ele.
— Eu gosto disso, sabia? — falei, olhando direto nos olhos dele. — Você é gentil. Sabe fazer uma mulher se sentir especial.
Ele tocou minha mão por cima da mesa, polegar traçando círculos suaves na minha pele, e começou a perguntar sobre mim: o que eu fazia nos dias livres, qual era minha praia favorita no Rio, se eu tinha algum vício bobo tipo série ou doce que não resistia.
A conversa fluiu fácil, leve. Ele me ouvia de verdade, prestava atenção, reagia. Não parecia só um cliente, parecia mesmo um date.
Ficamos ali mais um tempo, entre conversas e risadas baixas.
Em algum momento, ele pediu a conta. E foi natural. Sem pressa.
Depois dali partimos para o motel. Ele escolheu uma suíte top: piscina privativa aquecida, luzes azuis suaves dançando na água como se fosse luar artificial, uma cama enorme com lençóis brancos de algodão macios ao toque. O ar condicionado sussurrava baixo, contrastando com o calor que já subia pela minha pele.
Assim que entramos ele foi pro frigobar, abriu um espumante geladinho com um estalo seco que ecoou gostoso. Bolhas subindo rápidas na taça, som tilintando no vidro quando serviu. Entregou a minha taça com um leve roçar dos dedos quentes roçando os meus, demorando um segundo a mais no toque. Me levou pela mão até a beira da piscina, a água morna batendo os azulejos em um barulhinho calmo.
Depois ligou um som baixinho, playlist sensual com batida lenta, grave pulsando no peito e começamos a dançar coladinhos, corpos se encaixando devagar. Ele veio por trás com braços envolvendo minha cintura com firmeza carinhosa, o calor do peito dele colando nas minhas costas através do vestido fino. Sua boca quente colando no meu pescoço, libertando o desejo quente em forma de respiração arrepiando a minha pele.
— Você é tão linda… — sussurrou, fazendo uma pausa curta, como se estivesse sentindo.
— E esse seu cheiro… nossa. Esse perfume é inebriante.
Num clima romântico ele beijava devagar a curva do meu pescoço, sua língua traçava uma linha úmida que arrepiava da nuca até o ombro, mordiscava de leve a pele sensível me arrepiando inteira. A mãos grandes apertando minha cintura, descendo devagar até a bunda, dedos cravando de leve no tecido, me puxando mais pra ele. Eu me esfreguei contra o corpo dele, sentindo o volume gostoso se formando atrás de mim, pau endurecendo por cima da calça, grosso e quente roçando firme no meu bumbum a cada movimento lento. O tecido áspero do jeans contrastando com a suavidade da minha pele sob o vestir, o calor dele atravessando inteira.
Virei o rosto devagar, nossos lábios se encontraram. O beijo começou lento, quase tímido, lábios macios se tocando, línguas se procurando com calma, saboreando o gosto doce do espumante gelado. Mas logo virou fogo. As línguas começaram a dançar com vontade, enroscando fundo, explorando cada canto da boca. Mordidinhas no lábio inferior dele, puxando de leve com os dentes até sentir ele tremer. Ele gemeu na minha boca, som rouco e grave que desceu direto pro meu ventre, deixando a calcinha encharcada de tesão.
Minha mão desceu devagar pela barriga dele, dedos traçando os músculos tensos, até alcançar o pau por cima da calça. Apertei com calma, sentindo a rigidez pulsar forte na palma, latejando quente e grosso, inchado de desejo. O tecido esticado, o calor irradiando pela mão, o pulsar ritmado como se tivesse vida própria. Ele grunhiu contra meus lábios, aprofundou o beijo, mãos subindo pelas minhas costas, apertando a bunda por baixo do vestido, unhas arranhando de leve enquanto a música pulsava baixa.
Aí ele começou a tirar meu vestido com uma lentidão deliberada, como se quisesse saborear cada segundo da revelação. Os dedos quentes deslizaram pelas alcinhas finas, puxando devagar, deixando o tecido roçar minha pele arrepiada dos ombros, descendo pelos braços em uma carícia suave. O vestido escorregou pelos quadris, roçando a curva da cintura, colando por um instante nas curvas da bunda antes de cair aos meus pés. Fiquei só de calcinha fio-dental vermelha, o tecido rendado escarlate grudando na pele, marcando a linha entre as nádegas e a frente translúcida.