Ele deu um passo pra trás, os olhos escureciam devagar enquanto percorria meu corpo inteiro: os seios cheios subindo e descendo com a respiração acelerada, os mamilos duros e arrepiados, a barriga lisa tremendo de leve, as coxas entreabertas. Ele respirou fundo, e eu pude ver seu peito expandindo, o pau latejando visivelmente por baixo da cueca molhada.
— Perfeita… você é perfeita — murmurou rouco, com uma voz de perfeita adoração ao meu corpo.
Ele puxou de novo pra perto com firmeza carinhosa, juntando nossos corpos com beijos quentes descendo pelo pescoço, sua língua ia vadeando úmida da orelha até meus ombros, mordiscando de leve a pele sensível que arrepiava toda. Suas mãos exploravam as minhas curvas sem pressa: subindo pelas costelas, contornando a cintura, subindo pros seios.
Quando ele os tocou eu gemi, me entreguei, seus polegares circulando os bicos duros em movimentos lentos e torturantes, eu senti uma doce onda de choque de um jeito leve e gostoso. Depois apertou com mais vontade, aumentando a pressão, dedos pinçando leve, puxando, rolando entre polegar e indicador até eu arquear as costas e soltar um gemido longo em meio a um sorriso de alegria que ecoou na suíte.
A boca veio logo depois, faminta porém lenta. Desceu beijando o vale entre meus seios, deixando um rastro de arrepios quentes. As mãos grandes envolveram cada peito com firmeza, e então a boca encontrou um mamilo — sugou devagar, profundo, a língua traçando espirais preguiçosas e molhadas. Passou pro outro com um gemido baixo que vibrou direto contra a pele, ecoando no meu ventre e fazendo a buceta pulsar, vazia e ansiosa. Joguei a cabeça pra trás, dedos afundados no cabelo ainda úmido dele, puxando-o mais pra mim enquanto o quadril se movia sozinho, procurando alívio no ar.
Ficamos ali por um tempo eterno, afogados só em beijos e toques sem fim. Mordíamos o pescoço um do outro, deixando marcas vermelhas que ardiam deliciosamente, línguas se enroscando em beijos molhados, profundos, desleixados, com sabor de espumante, sal da pele e desejo puro.
As mãos dele deslizavam sem pressa: descendo pelas costas, agarrando a bunda com força possessiva, dedos cravando na carne macia, entreabrindo as nádegas de leve para o ar quente roçar ali; depois subiam de novo aos seios, apertando, amassando com vontade lenta.
As minhas exploravam o peito largo, as unhas arranhando de leve as costas definidas, descendo pela barriga firme até envolver o pau. Masturbei devagar, sentindo-o pulsar grosso e quente na palma, as veias saltadas latejando no mesmo compasso do meu coração, a cabeça inchada escorregando molhada enquanto eu subia e descia num ritmo torturante de calma.
Arrepios constantes subiam pela nossa espinha, respirações ofegantes se misturando, gemidos baixos escapando entre os beijos, com o som da água batendo suave como um contraponto ritmado ao nosso desejo.
Empurrei ele de leve contra a parede, fazendo-o se encostar ali, braços abertos se apoiando, músculos tensionados brilhando com as gotas que ainda escorriam. Virei de costas pra ele, encostei a bunda no pau duro, comecei a me esfregar devagar… rebolando em círculos lentos, subindo e descendo com calma deliberada, sentindo a cabeça grossa roçar na entrada da minha boceta, abrindo os lábios molhados aos poucos, escorregando na umidade quente sem entrar ainda.
Ele soltou um gemido rouco que vibrou no meu peito, mãos firmes na minha cintura, dedos cravando na pele, guiando o ritmo enquanto eu rebolava mais forte, mais solta, apertando a bunda contra ele, sentindo o pau pulsar quente entre minhas nádegas.
Ele quis me chupar primeiro. Saímos da área da piscina devagar, os corpos querendo e ele já me beijando meio desesperado, me guiando pra cama, deitando-me com cuidado nos lençóis brancos.
A língua explorava tudo com paciência faminta, lambendo os lábios externos devagar, traçando a linha central com a ponta quente, circulando o clitóris com pressão que alternava entre suave e firme, alcançando lugares que faziam meu quadril subir sozinho, gemidos escapando sem freio.
Puxei o cabelo dele com força, coxas tremendo em volta da cabeça, corpo se contorcendo inteiro de prazer. Ele gemia junto, a vibração contra minha carne sensível me deixando louca, como se estivesse se deliciando mais do que eu. Língua mergulhava fundo, sugando o clitóris com fome lenta, dedos abrindo os lábios pra expor tudo. Teve momento em que parava só pra olhar meu rosto, ver minha expressão de êxtase, sorrir safado com os lábios brilhando e voltar ainda mais faminto, chupando com mais força, mais devagar, prolongando cada onda até eu quase implorar.
— Porra… você chupa bem demais… continua assim… — soltei louca entre gemidos e sorrisos de satisfação.
Até que ele disse que estava louco pra me foder.
Ele veio por cima de mim, o peso gostoso me cobrindo, cheiro de pele de homem e desejo enchendo o ar, e voltou a me chupar, língua incansável, dedos abrindo os lábios, explorando fundo enquanto eu gemia alto, eu abria as pernas abertas ao máximo, mãos agarrando os lençóis, corpo se arqueando em ondas lentas e doces de prazer.
Quando terminou, ficamos ali abraçados, corpos suados e relaxados colados, conversando sobre coisas bobas, rindo baixinho entre beijinhos preguiçosos na boca, no pescoço, na testa. Respiração se acalmando aos poucos, coração batendo junto, aquela sensação gostosa de que foi bom pros dois, de que a noite fluiu natural, sem pressa, sem hora marcada.
Eu, pessoalmente, amo esses encontros assim. Quando rola conexão de verdade e por um momento até esqueço que é “trabalho”.
Mas tem cliente que é mais direto, já chega querendo ir logo pro que interessa, sem muita conversa ou preliminar. E eu atendo com o mesmo tesão e carinho. Cada um tem seu jeito de gozar a vida, né? Eu entrego os dois com vontade, porque no fundo o que importa é que os dois saiam satisfeitos.
Eu gosto de me apresentar como Namoradinha de aluguel. Acho que ainda não contei direito a origem do nome. Tudo começou com um amigo do meu primo que me contratou pra fingir ser a namorada dele. O cara nunca tinha namorado de verdade, e o pai dele vivia enchendo o saco, achando que o filho era gay. Então ele bolou esse plano: me levar pra um almoço de família, me apresentar como a namorada perfeita.
Ele disse que a ideia veio de um filme antigo que tinha assistido na Sessão da Tarde quando era moleque.
Depois fui atrás por curiosidade. O filme é Namorada de Aluguel (Can't Buy Me Love, 1987). O protagonista é o Ronald Miller, interpretado por um Patrick Dempsey novinho; antes de virar o McDreamy de Grey's Anatomy. Ele junta mil dólares cortando grama o verão inteiro pra comprar um telescópio, mas quando descobre que a Cindy Mancini (Amanda Peterson), a cheerleader mais linda e desejada da escola, precisa desesperadamente desse dinheiro, ele faz a proposta: oferece o dinheiro em troca de ela fingir ser sua namorada por um mês. O esquema dá certo demais e ele acaba virando o cara mais popular da escola.
Transformei isso no meu diferencial, por algumas horas, — ou uma noite inteira — eu sou a namoradinha que todo mundo sonhou ter: carinhosa, atenta, beijando com vontade e fazendo esquecer o relógio. Mas com tesão de verdade e saudade garantida depois.
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