A mão dele subiu devagar pela minha coxa, quente, quase torturante de tão lenta. Cada centímetro que os dedos avançavam fazia minha pele arrepiar mais forte, um formigamento que subia pela perna e se concentrava no ventre. Quando finalmente passaram por baixo do shortinho e encostaram bem ali, bem no meio da rachinha, o ar fugiu dos meus pulmões.
Ele sentiu na hora o quanto eu já estava molhada. A melequeira denunciava tudo, escorregadia de desejo. Ele deu um sorrisinho sacana que eu senti mais do que vi, e então pressionou exatamente em cima do clitóris. Apertou firme, com precisão cruel, e meu quadril deu um pulo involuntário contra a mão dele.
— Diego… — soltei, quase sem ar. — Aqui não… teu amigo tá olhando.
Ele encostou a boca no meu ouvido, o hálito quente roçando a pele sensível da orelha.
— Relaxa. O Adriano já sabe de tudo… ele sabe que você é minha putinha.
Fez uma breve pausa, só o suficiente pra minha respiração falhar.
— Não é isso que você é? A minha putinha!
E mordeu de leve meu pescoço. Um arrepio longo subiu pela espinha, da nuca até a base da coluna, fazendo meu corpo inteiro tremer.
Era para eu odiar ser chamada de putinha. De verdade. Porque, no fundo, tudo que eu queria mesmo era ouvir que ele me amava, que eu era a princesa dele, o amor da vida dele. Mas o jeito safado, possessivo, com que ele pronunciava aquela palavra… puta que pariu. Aquilo me dava um choque por dentro, uma descarga elétrica que me fazia perder o ar por um segundo. Em vez de ofender, ser xingada assim era um gatilho de puro prazer.
Era como se “putinha” fosse um feitiço antigo. Bastava ele dizer para algo se acender em mim, forte, incontrolável. Sentia o arrepio percorrer a pele, o fogo subir devagar pelo ventre, tomar o peito inteiro. E lá embaixo… ah, lá embaixo eu ficava completamente molhada, escorrendo, o short já encharcado colando ainda mais na pepeca.
Parecia que essa putinha já existia dentro de mim há anos — quietinha, trancada, esperando só ele chamar. E quando ele chamava, ela se libertava. Tomava meu corpo, apagava qualquer resto de controle. Eu ficava sem freio, só querendo ser a putinha dele.
Por mais que uma parte de mim doesse por não ouvir um “eu te amo”, a outra já estava entregue. Arfando. Molhada. Disposta a me submeter às vontades dele, mesmo sem ter a menor noção do que era submissão de verdade, nem ideia do que viria a seguir.
Ele sussurrou de novo, a boca colada no meu ouvido, os lábios roçando a pele úmida.
— Responde pra mim, putinha… você vai fazer tudo o que eu mandar?
Os dedos já estavam por dentro do short, começando a me masturbar devagar, circulando o clitóris com pressão exata.
Fechei os olhos por um segundo. Meu coração parecia querer saltar pela boca.
— Sim… faço o que você mandar — a voz saiu baixa, quase um grunhido rouco.
— Mas é pra obedecer sem questionar. Promete?
Senti um arrepio descer da nuca até a base da coluna. Minhas coxas se apertaram sozinhas, quase por reflexo.
— Eu… prometo.
Ele sorriu contra meu pescoço. Eu sentia. Aquela respiração quente me deixava completamente fora de mim.
— Boa garota.
E aí veio a ordem, seca e firme:
— Me chupa agora.
Puta que pariu. Meu coração quase parou.
— Aqui?! Na frente do Adriano?
Ele riu baixinho, do jeito mais cruel e, ao mesmo tempo, absurdamente excitante.
— Sem questionar, lembra? Só faz o que eu tô mandando… Vai, cai de boca.
Disse isso num tom baixo, mandão, sem espaço para negociação. Era uma ordem. Não um pedido.
Fiquei ali, parada. Dois segundos que pareceram uma eternidade. O coração quase pulando para fora do peito, a boca seca apesar da saliva que se acumulava, a pele toda arrepiada.
Na minha razão, eu sabia que aquilo era loucura. Se eu cedesse, se obedecesse… já era. Não teria mais volta. Eu estaria cruzando uma linha que talvez nunca mais pudesse voltar atrás.
Só que meu corpo respondeu antes da mente. Minha boca já estava repleta de saliva, o gosto antecipado dele na língua.
Levantei do colo dele devagar, ficando de pé bem na frente, quase colada no corpo dele. Diego se ergueu junto, os olhos cravados nos meus — escuros, sérios, carregados de uma ordem silenciosa que me fazia o estômago revirar de antecipação e medo misturados. Ele não precisava falar; aquele olhar já mandava.
Sem dizer nada, colocou as duas mãos nos meus ombros e me pressionou para baixo. Meus joelhos cederam quase sozinhos. Ajoelhei devagar, sentindo o chão frio de cerâmica morder a pele sensível, contrastando com o fogo que subia pelas minhas coxas, pelo ventre, pelo peito inteiro.
Ele me queria ajoelhada, submissa. E eu obedeci.
Obedeci porque queria que ele soubesse que eu era dele. Que estava disposta a fazer tudo o que ele quisesse. Mesmo sendo humilhada, caindo do meu pedestal de menina mimada. Mesmo com toda a vergonha que queimava no rosto, com o amigo dele ali, assistindo tudo em silêncio.
Ele queria que eu fosse a putinha dele? Tudo bem. Eu estava pronta para ser tudo o que ele quisesse. Tudo mesmo.
Ele arriou o short devagar, deixando o pau saltar livre. Já estava enorme, grosso, duro, latejando com veias saltadas, apontado direto para a minha boca.
Passei a língua devagar na glande, só a pontinha, provocando, sentindo o gosto salgado e quente se espalhar na boca. Meu coração batia na garganta, acelerado, as mãos trêmulas segurando as coxas dele com força para não tremer tanto. Mas a boca se movia sozinha, eu literalmente babava.
Envolvi os lábios em volta da cabeça e desci devagar, sugando com calma, sentindo ele se arrepiar inteiro com o a minha boca quente. A pele dele pulsava na minha língua, o cheiro de homem invadindo minhas narinas.
— Isso, putinha… — sussurrou ele, a voz rouca e baixa vibrando direto no meu peito. — Mostra pro Adriano como você chupa gostoso…
Toda vez que ele dizia “putinha”, meu corpo reagia como se tivesse levado um choque. Um arrepio subia da nuca até a base da coluna, o ventre se contraía, e lá embaixo eu ficava ainda mais molhada, era automático. Era incontrolável. Eu odiava admitir, mas aquela palavra me incendiava por dentro.
Era como se “putinha” fosse a chave que abria uma porta que eu mantinha trancada. Bastava ele pronunciar para algo se soltar dentro de mim, selvagem, obediente, pronto para se entregar. Eu queria ser isso para ele. Queria que ele sentisse o quanto eu era capaz de obedecer, de agradar, de me humilhar só para ver aquele brilho satisfeito nos olhos dele.
E eu chupei com vontade. Alternava sucção forte e molhada com lambidas lentas e provocadoras na glande, descendo pela base, sentindo cada veia pulsar quente contra a língua. O pau dele era grande, grosso, preenchia minha boca inteira. Eu tentava engolir tudo, ia até onde conseguia, até encostar no fundo da garganta. Engasgava um pouco, os olhos lacrimejavam, mas não parava. Ouvir ele gemer baixo, sussurrar para eu continuar, não parar… aquilo me deixava ainda mais molhada.
Eu queria impressionar. Queria que o Adriano visse como eu sabia chupar, como eu fazia gostoso. Mas, mais do que isso, queria que o Diego sentisse que eu era só dele. Que obedecia. Que ele podia me usar do jeito que quisesse, na hora que quisesse. Que eu estava ali exatamente para isso — para ser a putinha dele, para ser usada, para ser dele.
Mas eu, bobinha, ainda achava que tinha algum controle. Que ditava o ritmo, que provocava, que decidia até onde ia. Só achava.
De repente, sem aviso, ele começou a foder minha boca.
Forte. Rápido. Fundo.