A porta do quarto se fechou atrás de nós com um clique suave. Encostei o Rodrigo na parede, colei meu corpo no dele e perguntei, voz baixa, num tom malicioso:
— Tô louca pra transar… Mas antes me fala… você me ama?
Ele sorriu. Aquele sorriso que sempre me fazia derreter por dentro.
— Amo.
— Então repete, quero ouvir isso! — falei dissimulando uma felicidade maldosa — Mais alto.
Fiz de propósito. Queria que a voz atravessasse a porta do banheiro. Queria que o Diego ouvisse cada sílaba.
Rodrigo me olhou firme, sem hesitar:
— Rafa. Eu te amo.
As palavras caíram sobre mim como um toque. Arrepiaram minha nuca, desceram pela espinha, fizeram meus mamilos se contraírem de novo sob o vestido. Mesmo sabendo que era o Diego quem eu queria provocar, ouvir aquilo me deixou feliz. Desejada. Amada. E o contraste entre o “eu te amo” doce do Rodrigo e o olhar faminto do Diego escondido me deixou ainda mais molhada, mais pronta, mais viva.
Meu corpo inteiro tremia de antecipação. O tesão era uma corrente elétrica correndo da garganta até o clitóris. Eu estava prestes a ser desejada pelos dois — um com palavras doces, o outro com olhos que prometiam me devorar.
E eu queria os dois.
Olhei bem nos olhos dele, tão perto que conseguia ver as pupilas dilatadas, o brilho de desejo misturado com aquela doçura que só o Rodrigo tinha. Minha voz saiu prensada contra a boca do rapaz:
— Me beija. Quero ser sua.
As palavras mal saíram e as mãos dele já agarraram minha cintura com firmeza. Me puxou pra mais perto num movimento decidido, grudando meu corpo no dele. Senti o calor se espalhando pela minha pele. No mesmo instante, o volume duro de sua calça pressionou contra minha barriga — quente, grosso, pulsando. Uma onda de desejo subiu do meu ventre como fogo líquido, fazendo meu clitóris inchar de uma vez, latejando forte contra a renda da calcinha. Meu corpo inteiro reagiu: um arrepio subiu pela espinha, os mamilos endureceram tanto que doíam contra o tecido, e boceta doía de tanto tesão.
A sua boca veio quente, cheia de fome me beijando com vontade, sem pressa inicial, mas com uma intensidade que fez meu estômago se contrair. A língua dele encontrou a minha devagar no começo, depois mais fundo, mais ritmada — um vai e vem gostoso que imitava exatamente o que eu queria sentir mais embaixo. O gosto da sua boca era doce, levemente salgado, e a forma como nossas bocas se encaixavam … Meu Deus, era perfeita. Dava uma vontade absurda de ficar ali pra sempre, só beijando, só sentindo a respiração dele acelerando junto com a minha, o ar quente saindo em golfadas entre nossos lábios.
Meu quadril começou a se mover sozinho. Rebolava devagar contra ele, num roça-roça lento e delicioso. Sentia o pau duro roçando exatamente onde eu precisava, mesmo com as roupas no meio atrapalhando. Cada atrito atiçava ainda mais minha boceta, fazia minhas coxas tremerem de leve. Eu estava encharcada — a calcinha grudava nos lábios inchados, o tecido escorregadio roçando a cada movimento. O tesão era uma pressão constante, crescendo, implorando por mais.
Então ele segurou as alcinhas do vestido. Puxou devagar pros lados. O tecido leve escorregou pelos ombros, roçou nos bicos sensíveis dos seios, desceu pela cintura, pelos quadris, até cair aos meus pés. Fiquei só de calcinha diante dele. O ar fresco do quarto bateu na pele quente e arrepiada. Meus mamilos se contraíram imediatamente, ficando expostos. Rodrigo me olhou — não era só desejo, era reverência misturada com fome. Aquele olhar intenso percorreu meu corpo devagar: seios, barriga, a renda preta colada na boceta molhada. Senti um arrepio longo descer da nuca até a base da coluna, como se os olhos dele fossem dedos traçando minha pele.
As mãos dele subiram pros meus seios. Tocaram com tanto cuidado, os polegares roçaram os mamilos devagar, circulando, depois apertando de leve. Um gemido escapou da minha garganta sem eu querer. Ele se abaixou e levou a boca até um deles. A língua quente circulou o bico devagar, lambendo em movimentos largos, depois mais focados, mais rápidos. Quando sugou — forte, com sucção ritmada — senti um puxão direto no clitóris, como se houvesse um fio invisível ligando tudo. Fechei os olhos e deixei a cabeça cair pra trás. Meu corpo tremia. Cada chupada mandava ondas de prazer que corriam meu corpo inteiro até os dedos dos pés.
Eu gemia — baixinho no começo, mas deixando o som escapar de propósito. Gemidos roucos, entrecortados, altos o suficiente pra atravessar a porta do banheiro. Queria que o Diego ouvisse. Queria que ele soubesse que ali, agora, outro homem estava me tocando com desejo, com cuidado, com carinho… e que eu estava adorando. Que meu corpo estava se entregando, tremendo, molhando mais a cada segundo.
Cada gemido que saía da minha boca era uma provocação silenciosa pro Diego. Eu imaginava ele lá dentro, encostado na porta, ouvindo tudo: os sons molhados da boca do Rodrigo nos meus seios, minha respiração acelerada, os gemidinhos que eu não conseguia conter. E isso me deixava ainda mais excitada. O tesão de ser desejada pelos dois ao mesmo tempo — um me tocando com ternura, o outro me devorando só com a imaginação — fazia meu ventre se contrair em espasmos leves, como se eu estivesse quase gozando só com isso.
Meu corpo inteiro ardia como se estivesse em chamas. A pele arrepiada, a respiração entrecortada, a boceta latejando, implorando por mais. E na minha cabeça só uma coisa ecoava: continua olhando, Diego. Continua querendo. Porque eu tô adorando isso… adorando demais.
A boca dele desceu devagar pelo meu corpo. Beijou meu abdômen, roçou a virilha, até parar bem na borda da calcinha. Quando os dedos dele puxaram o tecido para o lado, os olhos do Rodrigo encontraram os meus — uma pergunta silenciosa, quase delicada. Eu não respondi com palavras. Apenas abri mais as pernas pra ele. Convite mudo e direto.
O primeiro toque da língua foi quente e lento, explorando com uma paciência que quase me matou. Ele me chupava com calma, com atenção total, como se nada mais no mundo importasse além de me fazer sentir tudo. Meu corpo tremia, encharcado, completamente entregue. Segurei o lençol com tanta força que quase rasguei o tecido. Um gemido escapou alto demais — e eu deixei. Queria que ele ouvisse. Queria que Diego ouvisse. Que soubesse que sim, o “namorado” sabia exatamente como me fazer gozar. E sabia fazer do jeito que eu mais gosto.
Foi aí que virei o rosto pro lado.
E ele estava lá.
Diego. Encostado na parede, pau na mão, se masturbando devagar enquanto me encarava com uma mistura de raiva, fome e desespero. Não se mexeu. Não falou nada. Só ficou ali, olhos grudados em mim. Eu mordi o lábio com força… e gozei na boca do Rodrigo. Gemendo alto de propósito. Gemendo pra ele. Pra provocar.
Ainda tremendo, puxei o Rodrigo pra cima de mim. Beijei sua boca com vontade, sentindo meu próprio gosto nele. Depois desci a mão, segurei o pau dele, sentindo ele pulsar, duro, quente, pronto. Acariciei devagar, olhando de canto pro Diego de novo. E ele… ele estava cada vez mais perdido, respiração pesada, punho acelerando, incapaz de desviar o olhar.
Meu coração batia tão forte que doía no peito. Mas o desejo gritava mais alto que qualquer outra coisa. Mais alto que o medo, mais alto que a culpa, mais alto que tudo. E eu pensei, quase em voz alta: é agora. Agora que eu vou perder o cabacinho.
Fiz o Rodrigo se deitar de costas. Subi devagar, completamente nua, cabelo jogado pra trás. Me posicionei de costas pra ele… mas de frente pro Diego. De frente mesmo. Queria que meu primo visse cada segundo. Cada movimento. Cada pedaço de mim se entregando.